Home Data de criação : 08/10/20 Última atualização : 11/10/17 11:17 / 19 Artigos publicados

Instalação ensina como viver ecologicamente  (Notícias sobre reciclagem) escrito em quarta 25 março 2009 14:31

ESTÍMULO À PRESERVAÇÃO

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A instalação estará disponível ao público até o dia 29 de março, no horário de funcionamento do North Shopping Fortaleza (Foto: José Leomar)

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Além da reciclagem de resíduos, o Iguatemi Fortaleza promove o uso racional da água (Foto: Denise Mustafa - 16/05/2007)

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Pátio Dom Luís já vem gerenciando resíduos (Foto: Neysla Rocha - 30/05/2007)

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Coleta no shopping Aldeota (Foto: João Luís - 07/05/2007)

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Campanha do Shopping Benfica (Foto: João Luís - 07/05/2007)

A Estação Ecológica - composta por exposição, oficinas e teatro - propõe uma reflexão sobre o meio ambiente

Como reaproveitar diversos materiais de maneira prática e útil? É possível montar uma casa que siga os princípios da redução de resíduos e da reciclagem? Como promover o consumo consciente diante da escassez de matéria-prima e da poluição? A partir desse tipo de questionamento foi montada a “Casa Ecológica”, que até o dia 29 de março estará acessível ao público que freqüenta o North Shopping Fortaleza.

Construída com materiais reaproveitados e reciclados e dispondo de ambientes mobiliados com garrafas PET, embalagens tetrapak, papelão, papel jornal, retalhos e pneus, a casa é uma das atrações da III Estação Ecológica North Shopping – com espaço montado na Praça de Eventos, no 1º piso do shopping, funcionando de segunda a sábado das 10 às 22 horas e aos domingos das 14h30 às 20h30.

Os 100 metros quadrados abrangem: jardim e quintal. A Casa Ecológica tem paredes revestidas com tubos de pasta de dente, telhado e piso de embalagens tetrapak. Quarto, sala, cozinha e banheiro são mobiliados e decorados a partir de materiais como garrafas PET, pneus, caixotes, sacolas plásticas e retalhos, entre outros.

Na mostra, além do uso inusitado de materiais, como cadeiras e pufes feitos com pneus e com garrafas PET, chama a atenção dos visitantes os novos usos dados a materiais como tubos de cremes dentais e embalagens tetrapak, que muita gente nem imagina que pode ter outra utilidade após o primeiro uso.

“A Estação Ecológica é um projeto sobre novos usos para antigos materiais. A Casa traz conceitos de reciclagem, reaproveitamento e redução de resíduos para o grande público, apresentando-os como uma alternativa para o consumo consciente”, explica Ana Fátima Peixoto, coordenadora do Núcleo de Gestão Ambiental do North Shopping (NGA).

A expectativa é de que aproximadamente 500 mil pessoas visitem, de forma gratuita, o espaço até o fim da mostra. Segundo Ana Fátima, o período de baixa estação foi escolhido por oferecer maior possibilidade de os clientes pararem para refletir a respeito das questões ambientais.

A professora de escola pública Ana Rita Damasceno ficou encantada com o que viu. “É muito criativo. É importante mostrar a transformação de lixo em objetos utilizáveis. Gostaria muito de trazer meus alunos e também de poder fazer algumas dessas coisas na escola. Já fazemos coleta seletiva, mas sempre há mais para acrescentar”, afirma.

Na Casa, adultos e crianças podem conhecer também um simulador de energia solar – em uma maquete desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) – além de participar da programação, com oficinas de porta-treco, fantoches reciclados, bio-jóias, brinquedos de PET e papelão, pintura, porta-retrato, bijuterias, reciclagem, bloco de anotações, caixa decorada etc. “Há também contação de histórias, apresentação de vídeos sobre efeito estufa e energia, jogos ambientais, teatro de fantoches e teatro”, explica Fátima.

Maracanaú

– Além da “Casa Ecológica” no North Shopping Fortaleza, as atividades da III Estação Ecológica também se estendeu ao North Shopping Maracanaú, com exibição de vídeos, teatro, além da realização de oficinas, jogos ambientais e exposições de móveis feitos com PET. “No North Shopping Maracanaú, as atividades da Estação são realizadas na Praça de Alimentação, também de até 29 de março, das 10 às 22 horas”, informa Ana Fátima.

MAIOR VOLUME
35 ton de inorgânicos recicladas por mês

A disposição responsável de resíduos sólidos inorgânicos, motivo de discussão e preocupação para autoridades ambientais do mundo inteiro, é uma das ações desenvolvidas pelo Shopping Iguatemi Fortaleza. Atualmente, 35 toneladas de lixo são recicladas por mês através da são Estação de Pré-Reciclagem (EPR).

Há três anos papelão, papel branco, plástico e latas são encaminhados para empresas especializadas que tratam o material, transformando-o novamente em matéria prima.

Além de evitar que esses resíduos sejam despejados no meio ambiente, há uma redução nos custos de coleta de lixo, gerando, ainda, empregos, lembra o gerente de Manutenção, Paulo Bandeira.

Reúso de água

O Iguatemi Fortaleza foi um dos primeiros shoppings do País e se mantém entre os poucos a dispor de programa próprio que trata todo o esgoto que produz. Também se destaca por utilizar um sistema que promove o reúso da água servida para jardins e máquinas de refrigeração.

O shopping já iniciou suas operações, no início da década de 1980, com o pleno funcionamento de sua Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Além da economia, o equipamento ajuda na preservação ambiental da região em que o shopping está situado.

Em 1994, o Iguatemi implantou um programa inteligente de reúso que lhe garantiu parte do abastecimento. Como resultado obteve redução dos custos condominiais e menor impacto no sistema administrado pela concessionária do serviço público. Em 2002, novo investimento ampliou a ETE em 40%, passando a transformar todos os resíduos líquidos produzidos pelo shopping em água tratada.

Paralelamente ao trabalho da estação, foi implantado um programa de conscientização dos colaboradores para a importância do uso racional da água. Também foram realizados investimentos em automatização de sistemas, redutores de pressão e torneiras temporizadas, operando dentro de padrões internacionais.

TRABALHO NO ENTORNO
“Amigo Vizinho” já é realidade antes mesmo da inauguração

O shopping Pátio Dom Luís, que teve lançamento para locação de lojas na semana passada, antes mesmo de chegar ao mercado já vem realizando ações que prezam pela responsabilidade social e ambiental do seu entorno.

Através do programa “Amigo Vizinho”, foi criada a Associação de Moradores, que se reúne periodicamente para elaborar ações de conscientização ambiental e de qualidade de vida da região. Entre as atividades estão o posto de coleta seletiva, treinamento ambiental e a “Rota Verde”.

A primeira conquista ambiental do “Amigo Vizinho” foi, em 2008, a instalação do posto de coleta seletiva Ecoelce, onde se troca lixo reciclável por créditos na conta de energia elétrica. Outra ação a ser implantada em breve é a “Rota Verde do Amigo Vizinho”, com a disponibilização de um caminhão para passar em cada condomínio do entorno, recolhendo periodicamente o lixo reciclável.

DOIS EXEMPLOS

Coleta seletiva:
 desde 2007, o Shopping Aldeota possui uma parceria com a Associação dos Catadores do Jangurussu (Ascajan), que conta com aproximadamente 350 pessoas trabalhando indiretamente e cerca de 70 famílias envolvidas diretamente. Os associados à Ascajan recolhem, durante três dias da semana (segundas, quartas e sextas-feiras), todo o lixo reciclável, já separado e classificado pelos funcionários do shopping (papel, vidro, plástico, metal etc). O volume mensal atinge uma média de três toneladas, aumentando nos períodos de pico de vendas, como o Natal e o Dia das Mães.

"Por inteiro": o Shopping Benfica intensificou as suas ações ambientais em 2007, com a Campanha Institucional ´Meio Ambiente. Queremos por inteiro´. Ela consiste em peças que retratam o meio ambiente de hoje e como ele ficará se não for cuidado. A comunicação permanece no shopping como forma de sensibilizar e lembrar aos freqüentadores sobre a importância da preservação. Entre as ações internas de responsabilidade ambiental, estão oficinas infantis com material reciclado; coleta de lixo seletiva; coleta de óleo de cozinha; projeto fábrica do bem; e projeto ´diversão e meio ambiente´.

MARISTELA CRISPIM
Repórter

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Um projeto iluminado  (Notícias sobre reciclagem) escrito em domingo 22 março 2009 13:01

As lâmpadas fluorescentes sempre foram desprezadas pela indústria da reciclagem. José Lepri descobriu um jeito de reaproveitá-las e ganhar dinheiro com isso

Por Elisa Corrêa*
Foto: Omar Paixão


José Lepri
Lepri cerâmicas
> São Paulo, SP

Uma lâmpada apagada também pode ser sinônimo de uma boa ideia. Foi pensando assim que a Lepri, uma pequena empresa de revestimentos cerâmicos, conseguiu chamar a atenção de um gigante: o McDonald's, que acaba de inaugurar o primeiro restaurante ecológico da rede na América Latina, em Bertioga, no litoral paulista. Na construção foram usadas as Ecopastilhas feitas com lâmpadas fluorescentes recicladas, desenvolvidas pela empresa. Como a Lepri chegou lá? Pensando diferente. 'Se a nossa empresa é pequena, por que produzir algo que as grandes já fazem?', questiona o proprietário, José Lepri. 'O pequeno empreendedor tem que fabricar seu produto com uma qualidade melhor que o da grande corporação e ainda oferecer um diferencial.'

A Lepri descobriu um excelente filão num elo desprezado pela indústria de reciclagem. Estima-se que, dos 100 milhões de lâmpadas fluorescentes descartadas por ano no Brasil, apenas 6% sejam reciclados. O índice de reaproveitamento de outros materiais é bem superior: 44% em embalagens de vidro; 73% em alguns tipos de papéis; 87% em embalagens de alumínio. Em 2005, depois de um ano e meio de pesquisa e desenvolvimento, a Lepri lançou uma linha de pisos com vidro de lâmpadas na composição do esmalte. O sucesso da inovação deu ao empresário o estímulo para apostar em novos produtos, como as Ecopastilhas, que levam até 20% de vidro moído na massa. Hoje, a produção de revestimentos ecológicos da empresa é de 5.000 metros quadrados por mês, mas na fábrica, onde trabalham 49 funcionários, já existe capacidade instalada para produzir, mensalmente, até 120.000 metros quadrados de Ecopastilhas em 2009.

Para tocar a produção, todo mês a Lepri compra cinco toneladas de vidro de uma empresa que recicla lâmpadas fluorescentes em Paulínia, interior de São Paulo. Apesar de ser mais barato, esse vidro não é padronizado e exige da Lepri investimentos em testes de laboratório para adequar o material à linha de produção. Mas há compensações: o vidro adicionado à massa diminui a temperatura de queima da cerâmica e permite a redução de até 15% no consumo de gás durante a produção.

As Ecopastilhas chegam às lojas com um preço similar aos produtos convencionais da mesma faixa de mercado (de alto padrão). 'Nosso atrativo está em vender nosso produto a um preço normal, com o diferencial ecológico', diz José Lepri. O empresário não revela o faturamento, mas afirma que, no ano passado, a Lepri cresceu 9% em relação a 2007. A promessa para o futuro continua verde: 'Daqui para a frente, todo novo produto criado pela Lepri será ecológico.' E lucrativo.

DA LÂMPADA À CERÂMICA
1>>> Uma lâmpada fluorescente tem cerca de 40 elementos químicos, com diferentes graus de toxicidade, como mercúrio, chumbo e zinco.
2>>> Quase todas as lâmpadas acabam descartadas nos aterros sanitários e podem contaminar o ambiente.
3>>> Quando reciclados, os componentes da lâmpada são separados e descontaminados. Depois eles podem ser reutilizados como matéria-prima.
4>>> Depois de moído e trabalhado em laboratório, o vidro das lâmpadas é usado na massa e no esmalte dos revestimentos da Lepri.
O Brasil é um celeiro na área de produtos de construção sustentáveis e a maioria deles é criada por micro e pequenas empresas. É o que afirma o consultor em ecoprodutos e sócio-proprietário do Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica (IDHEA), Márcio Augusto Araújo, que dá algumas dicas para os empresários que querem conquistar o mercado.

- Prepare-se para enfrentar profissionais bem informados, que exigem normas e especificações técnicas do produto.

- Pratique a sustentabilidade para poder entender o universo do seu cliente.

- Invista em tecnologia e melhoramento. Não basta ser ecológico, tem que ter qualidade.

@ Assista à entrevista exclusiva com o consultor Márcio Araújo e conheça uma loja de ecoprodutos do Brasil em nossa página no You Tube: www.youtube.com/revistapegn
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Reciclar Vidro  (Vidros) escrito em quinta 23 outubro 2008 02:06

O vidro é obtido pela fusão de componentes inorgânicos a altas temperaturas, e resfriamento rápido da massa resultante até um estado rígido, não-cristalino.

O processo de produção do vidro do tipo sodacal utiliza como matérias-primas, basicamente, arreia, barrilha, calcário e feldspato. Um procedimento comum do processo é adicionar-se à mistura das matérias-primas cacos de vidro gerados internamente na fábrica ou adquiridos, reduzindo sensivelmente os custos de produção.

O vidro é um material não-poroso que resiste a temperaturas de até 150°C (vidro comum) sem perda de suas propriedades físicas e químicas. Esse fato faz com que os produtos possam ser reutilizados várias vezes para a mesma finalidade.

A reciclagem de vidro significa enviar ao produtos de embalagens o vidro usado para que este seja reutilizado como matéria-prima para a produção de novas embalagens.

O vidro é 100% reciclável, não ocorrendo perda de material durante o processo de fusão. Para cada tonelada de caco de vidro limpo, obtém-se uma tonelada de vidro novo. Além disso, cerca de 1,2 tonelada de matéria-prima deixa de ser consumida.

Além da redução do consumo de matérias-primas retiradas da natureza, a adição do caco à mistura reduz o tempo de fusão na fabricação do vidro, tendo como conseqüência uma redução significativa no consumo energético de produção. Também proporciona a redução de custos de limpeza urbana e diminuição do volume do lixo em aterros sanitários.

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Reciclar Baterias e Pilhas  (Outros materiais) escrito em quinta 23 outubro 2008 02:06

As pilhas e baterias, quando descartadas em lixões ou aterros sanitários, liberam componentes tóxicos que contaminam o solo, os cursos d'água e os lençóis freáticos, afetando a flora e a fauna das regiões circunvizinhas e o homem, pela cadeia alimentar.

Devido a seus componentes tóxicos, as pilhas podem também afetar a qualidade do produto obtido na compostagem de lixo orgânico. Além disso, sua queima em incineradores também não consiste em uma boa prática, pois seus resíduos tóxicos permanecem nas cinzas e parte deles pode volatilizar, contaminando a atmosfera.

Os componentes tóxicos encontrados nas pilhas são: cádmio, chumbo e mercúrio. Todos afetam o sistema nervoso central, o fígado, os rins e os pulmões, pois eles são bioacumulativos. O cádmio é cancerígeno, o chumbo pode provocar anemia, debilidade e paralisia parcial, e o mercúrio pode também ocasionar mutações genéticas.

Considerando os impactos negativos causados ao meio ambiente pelo descarte inadequado das pilhas e baterias usadas e a necessidade de disciplinar o descarte e o gerenciamento ambientalmente adequado (coleta, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final) de pilhas e baterias usadas, a Resolução n° 257/99 do CONAMA resolve em seu artigo primeiro:

"As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, necessário ao funcionamento de quaisquer tipos de aparelhos, veículos ou sistemas, móveis ou fixos, bem como os produtos eletroeletrônicos que os contenham integrados em sua estrutura de forma não substituível, após seu esgotamento energético, serão entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias, para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem diretamente, ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequado".

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Reciclar Entulho  (Outros materiais) escrito em quinta 23 outubro 2008 02:06

Entulho é o conjunto de fragmentos ou restos de tijolo, concreto, argamassa, aço, madeira, etc., provenientes do desperdício na construção, reforma e/ou demolição de estruturas, como prédios, residências e pontes.

O entulho de construção compõe-se, portanto, de restos e fragmentos de materiais, enquanto o de demolição é formado apenas por fragmentos, tendo por isso maior potencial qualitativo, comparativamente ao entulho de construção.

O processo de reciclagem do entulho, para a obtenção de agregados, basicamente envolve a seleção dos materiais recicláveis do entulho e a trituração em equipamentos apropriados.

Os resíduos encontrados predominantemente no entulho, que são recicláveis para a produção de agregados, pertencem a dois grupos:

  • Grupo I - materiais compostos de cimento, cal, areia e brita: concretos, argamassa, blocos de concreto.
  • Grupo II - materiais cerâmicos: telhas, manilhas, tijolos, azulejos.
  • Grupo III - materiais não-recicláveis: solo, gesso, metal, madeira, papel, plástico, matéria orgânica, vidro e isopor. Desses materiais, alguns são passíveis de serem selecionados e encaminhados para outros usos. Assim, embalagens de papel e papelão, madeira e mesmo vidro e metal podem ser recolhidos para reutilização ou reciclagem.
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